Relatório expõe condições precárias no centro de detenção da polícia

Relatório do Provedor de Justiça Revela Condições Precárias no Centro de Detenção da Polícia em Limassol

Um relatório divulgado na terça-feira pelo gabinete da Provedora de Justiça, Maria Stylianou-Lottides, revelou condições deploráveis no centro de detenção da polícia em Limassol, incluindo superlotação, ventilação inadequada e instalações sanitárias decadentes. A Provedora de Justiça realizou uma visita surpresa à instalação no dia 26 de março, com o objetivo de monitorar as condições e prevenir a tortura.

No momento da visita, a unidade abrigava oito prisioneiros criminais, quatro condenados, dez aguardando julgamento, oito detidos administrativos (estrangeiros) e dois menores. A capacidade do centro é para 34 pessoas e está dividida em três alas: uma para prisioneiros criminais, condenados e aqueles aguardando julgamento; outra para menores; e uma terceira para detidos administrativos.

Na ala dos prisioneiros criminais, Lottides observou que o tamanho das celas não permite mais do que uma pessoa por espaço. Além disso, as condições das instalações sanitárias são precárias, necessitando de reparos ou renovação imediata. A ala também sofre com problemas de superlotação.

Quanto à ala dos menores, a Provedora de Justiça considerou-a marginalmente satisfatória, mas ainda inadequada para indivíduos menores de idade. Como ponto positivo, esta ala é segregada das demais que abrigam adultos.

A ala dos detidos administrativos apresentou iluminação insuficiente, agravada pela ausência de janelas nas celas. Os espaços onde normalmente estariam as janelas foram cobertos com blocos de vidro, restringindo a luz natural e o acesso ao ar fresco.

A Provedora de Justiça também abordou a questão da segregação dos detidos administrativos, enfatizando a necessidade de transferi-los para instalações apropriadas ou mantê-los separados dos demais detidos.

O relatório menciona ainda a necessidade de substituir a cobertura do pátio por uma grade de segurança transparente que permita iluminação adequada. Os detidos utilizam este espaço em sistema de rodízio para evitar contato entre os diferentes grupos.

Foi constatado que, além da televisão, os detidos não possuem outros meios de entretenimento ou engajamento criativo, como revistas, jornais e livros, o que contraria os padrões internacionais.

A área de visitas foi descrita como imprópria para o propósito, sendo pequena e equipada com apenas uma mesa e duas cadeiras em mau estado. A Provedora recomenda medidas corretivas para melhorar este espaço.

Em relação aos menores detidos, Lottides ressalta a importância da visita por assistentes sociais, especialmente nas primeiras horas após a detenção. Ela também recomenda que as autoridades responsáveis garantam que um papel descrevendo os direitos dos prisioneiros esteja sempre visível em cada cela.

Por fim, a Provedora solicita à polícia que considere aumentar o pessoal do centro de detenção e assegure que os oficiais recebam treinamento adequado para suas funções.

Centro de detenção da polícia.

Como são as condições no Centro de detenção da polícia em Limassol?

As condições no Centro de Detenção da Polícia em Limassol têm sido objeto de escrutínio, com relatos variando desde espaços limitados e básicos até preocupações com o tratamento dos detidos.

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Pode o centro de detenção da polícia em Limassol aliviar a superlotação?

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