O Presidente Christodoulides tenciona envolver Ursula von der Leyen nas negociações com o Líbano
Numa recente onda de esforços para combater o tráfico ilegal de migrantes, Chipre procura obter um pacote semelhante ao do Egipto para o Líbano, com o objetivo de dissuadir esta prática que tem afetado as suas costas. O Presidente Nicos Anastasiades, conhecido como Christodoulides, está a planear jogar uma carta de peso ao envolver diretamente Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, nas negociações.
Após uma visita a Beirute na segunda-feira, Christodoulides manteve os detalhes das discussões sob reserva, mas revelou que “acordos importantes” foram alcançados com o Primeiro-Ministro libanês. Ele expressou otimismo quanto à implementação dos acordos e não descartou uma futura visita ao Líbano, potencialmente acompanhado por von der Leyen.
A estratégia de Chipre segue o exemplo do recente acordo da União Europeia com o Egito. Em meados de março, von der Leyen anunciou em Cairo um novo pacote económico e de investimento de 7,4 bilhões de euros para os próximos quatro anos (2024-2027), destinado a apoiar o governo egípcio na gestão da migração, entre outros objetivos.
Com a esperança de replicar esse sucesso, o governo cipriota acredita que um pacote semelhante para o Líbano poderia ser a chave para resolver a questão do tráfico ilegal de migrantes. Enquanto propostas políticas são sugeridas, como as recentes declarações do presidente do partido DISY, o governo mantém o foco na coordenação com a União Europeia.
O porta-voz do governo, Letymbiotis, enfatizou que a prioridade atual é a coordenação com a UE e a promoção da iniciativa de preparar um pacote para o Líbano. Além disso, esforços estão sendo feitos para designar certas áreas na Síria como seguras e mencionou as próximas visitas do Ministro do Interior à Dinamarca, República Checa e Grécia.
Esta abordagem estratégica de Chipre reflete um compromisso contínuo com a gestão eficaz das migrações e uma colaboração estreita com parceiros europeus para enfrentar desafios regionais complexos.