O Debate Sobre a Escassez de Caixas Multibanco em Áreas Rurais
Numa recente reunião do comité de comércio da Câmara, os deputados abordaram a escassez de caixas multibanco, especialmente em áreas rurais, e criticaram os bancos pela sua falta de responsabilidade social. O presidente do comité, Kyriakos Hadjiyiannis, expressou descontentamento com a atitude dos bancos, que teriam respondido negativamente ao pedido de instalação de mais caixas automáticos. Hadjiyiannis acusou os bancos de se concentrarem exclusivamente no lucro, sem oferecer contrapartidas à comunidade.
O deputado do Akel, Costas Costa, intensificou as críticas, argumentando que os banqueiros estavam alheios às dificuldades enfrentadas pelos pensionistas no campo e nas aldeias. A falta de supermercados em muitas aldeias agrava o problema, obrigando os idosos a deslocarem-se para fazer compras, uma situação que não é paralelamente exigida aos comerciantes por ser economicamente inviável.
Os bancos, por sua vez, têm explicado que a operação dos caixas automáticos é dispendiosa e que os seus planos passam por uma redução, e não um aumento, destes equipamentos. Defendem que, como empresas, têm o direito de buscar estratégias que melhorem a sua rentabilidade. Uma economia saudável depende de negócios lucrativos para crescer e prosperar, criando empregos e oportunidades de desenvolvimento. Contudo, esta visão é frequentemente confrontada por políticos com uma mentalidade socialista que veem o lucro como algo negativo.
Costa descreveu a resposta dos bancos como “ofensiva, provocadora e inaceitável”, e mencionou ainda o agravamento do problema devido ao “escandaloso encerramento do banco cooperativo”. Não considerou que o colapso deste e das suas filiais se deveu à falta de interesse em gerar lucros e à priorização de uma atuação socialmente responsável, o que acabou por resultar na sua falência e num custo para o contribuinte decorrente desta má gestão.