As autoridades cipriotas fizeram recuar cinco embarcações
Numa operação que tem sido mantida sob um manto de discrição, as autoridades cipriotas fizeram recuar cinco embarcações que transportavam cerca de 500 migrantes provenientes do Líbano e que se pensa serem da Síria. O incidente, relatado na quarta-feira pelo philenews e citando fontes anónimas, destaca a contínua tensão nas águas do Mediterrâneo.
Antes de
Grupos de defesa dos direitos dos migrantes, como o Alarmphone, expressaram preocupação com o bem-estar dessas pessoas, que se encontram presas num “jogo cruel e perigoso entre Chipre e Líbano”. O Projeto Migrantes Desaparecidos, uma iniciativa da Organização Internacional para as Migrações, reafirma que a travessia do Mediterrâneo continua a ser a rota mais mortal para os migrantes, com pelo menos 3.129 mortes e desaparecimentos registados no ano passado.
O Ministro do Interior de Chipre, Konstantinos Ioannou, manteve-se reticente quanto aos detalhes da operação conduzida pela Polícia Marítima e pela Guarda Nacional, referindo apenas que se trata de “uma questão operacional”. Esta ação surge após Nicosia ter anunciado a suspensão do processamento de pedidos de asilo face ao aumento significativo de sírios chegando a Chipre vindos do Líbano.
O escritório dos direitos humanos da ONU já havia alertado este ano para as graves violações dos direitos humanos enfrentadas pelos refugiados sírios que retornam ao seu país de origem. O Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos aponta que as devoluções forçadas implicam numa série de medidas estatais que visam expulsar refugiados e migrantes do território, impedindo o acesso a quadros legais e procedimentais aplicáveis.
Enquanto a situação se desenrola, o olhar internacional permanece atento às dinâmicas entre fronteiras e ao respeito pelos direitos fundamentais dos indivíduos em trânsito em busca de segurança.




