Protesto em Nicosia clama por direitos dos migrantes e combate ao racismo
Um movimento pacífico está a ganhar forma em Solomos Square, Nicosia, onde cidadãos se preparam para erguer a voz em protesto contra o racismo e em defesa dos direitos dos migrantes. O evento está marcado para sábado, ao meio-dia, e promete reunir uma multidão em resposta ao crescente sentimento de discriminação racial que se tem sentido em Chipre.
Uma mensagem que tem circulado nas redes sociais expressa a urgência da situação: “Ser migrante não é crime”. Este apelo emocionado surge na sequência de eventos trágicos que culminaram na morte de Anisur Rahman, um jovem de 23 anos, natural do Bangladesh, que perdeu a vida ao saltar de uma janela no quinto andar durante uma rusga policial. A polícia refutou as acusações de abuso e brutalidade, mas o incidente acendeu o rastilho para o
O anúncio prossegue com uma mensagem contundente: “Sim, somos indocumentados. Sim, somos mavros (negros). Sim, chegámos ilegalmente. Sim, somos pobres”. Apesar destas declarações, os organizadores apelam à população para que cessem a estigmatização dos migrantes e o tratamento desumano que muitas vezes lhes é dispensado.
Com um apelo à igualdade e à fraternidade humana, a mensagem conclui: “Também somos filhos do povo. A terra pertence a todos os seres humanos e nós somos humanos”. Este chamamento à ação visa não apenas honrar a memória de Anisur Rahman mas também sensibilizar a sociedade para a necessidade de uma mudança de paradigma no que toca à integração e respeito pelos migrantes.
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