A História do Cinema e o Legado de James Bond
Ao longo da história do cinema, poucos papéis têm sido tão disputados quanto o de James Bond, o agente secreto com licença para matar. O processo de casting para um novo 007 é sempre um evento que capta a imaginação do público, como demonstra o recente burburinho em torno do ator britânico Aaron Taylor-Johnson, que, segundo rumores, teria sido convidado a assumir o icónico papel.
James Chapman, um renomado estudioso do cinema, relembra que houve rumores infundados no passado, como a falsa notícia de que o modelo australiano Finlay Light teria sido escolhido para o papel em 1986. Mesmo antes das redes sociais, a escolha do ator para interpretar James Bond era motivo de grande especulação. Antes de Sean Connery ser escolhido para “Dr. No” (1962), o Daily Express chegou a realizar um concurso para encontrar a escolha ideal do público para Bond, vencido pelo modelo Peter Anthony.
Existem muitos mitos em torno da escolha de Connery para o papel. Um deles é que ele era um desconhecido na época, quando na verdade já tinha uma carreira estabelecida na televisão e no cinema. Outro mito é que Ian Fleming, criador de Bond, desaprovava Connery para o papel. No entanto, Fleming expressou sua aprovação por Connery em cartas reveladas na coleção “The Man With the Golden Typewriter” (2015).
A substituição de Connery após cinco filmes foi um processo longo e complicado, culminando na escolha do então desconhecido George Lazenby. Apesar de “On Her Majesty’s Secret Service” (1969) ser uma adaptação fiel ao livro de Fleming, não teve o mesmo sucesso nas bilheterias que os filmes anteriores.
A busca por um substituto levou a várias escolhas controversas ao longo dos anos, incluindo a quase contratação de John Gavin para “Diamonds Are Forever” (1971) e as abordagens a Clint Eastwood e Paul Newman para “Live And Let Die” (1973). Eventualmente, Roger Moore foi escolhido como um compromisso entre os produtores.
Moore foi sucedido por outros atores como Timothy Dalton e Pierce Brosnan, este último tendo esperado nove anos pelo papel após ser impedido por um contrato televisivo. Daniel Craig, cuja escolha inicialmente causou controvérsia entre os fãs, provou seu valor com filmes de sucesso como “Casino Royale” (2006) e “Skyfall” (2012).
Se os rumores sobre Aaron Taylor-Johnson se confirmarem, ele seguirá o padrão de ser um ator à beira do estrelato, não totalmente desconhecido, mas ainda não uma superestrela. E aos 33 anos, seria o James Bond mais jovem desde Lazenby, um fator relevante considerando que os produtores provavelmente desejam contratá-lo para pelo menos três filmes.



