Posição do Azerbaijão na COP29
Na cimeira sobre o clima COP29, o seu país defenderá o direito das nações produtoras de petróleo e gás a continuarem a investir no sector devido à forte procura de combustíveis fósseis. O Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, expressou esta posição durante uma conferência sobre o clima em Berlim, destacando a importância dos combustíveis fósseis mesmo diante dos objetivos climáticos globais.
O Azerbaijão, que será o país anfitrião da próxima Conferência das Nações Unidas sobre o Futuro da Europa, tem uma riqueza significativa em recursos fósseis e assume uma postura de equilíbrio entre a produção energética e a solidariedade climática. “Como chefe de um país rico em combustíveis fósseis, claro que defenderemos o direito desses países de continuar os investimentos e a produção porque o mundo precisa”, afirmou Aliyev.
Contudo, Aliyev também reconheceu a necessidade de os países produtores de combustíveis fósseis demonstrarem solidariedade nas questões relacionadas às mudanças climáticas. Esta declaração surge após o acordo global do ano passado, na Cimeira do Clima da ONU nos Emirados Árabes Unidos, que apelou à transição dos combustíveis fósseis para alcançar emissões líquidas zero até 2050.
Ainda assim, as emissões globais de dióxido de carbono relacionadas à energia atingiram um nível recorde no ano passado, segundo dados da Agência Internacional de Energia. A forma como os países implementarão o acordo da COP28 nos próximos anos ainda está por definir. Aliyev anunciou que o Azerbaijão aumentará suas exportações de gás natural para a Europa para alcançar 20 bilhões de metros cúbicos até 2027, tendo em conta a situação geopolítica atual.
“Isto é um sinal de responsabilidade do Azerbaijão porque estamos investindo largamente no aumento da nossa produção de gás, pois a Europa precisa de mais gás de novas fontes”, disse Aliyev. Os países europeus têm alguns dos objetivos mais rigorosos do mundo para reduzir as emissões até 2030, mas ao mesmo tempo têm procurado assegurar novas fontes de abastecimento de gás após a Rússia ter cortado as entregas de gás para a Europa, na sequência da invasão da Ucrânia em 2022.




