O Secretário de Estado Antony Blinken apoia os protestos nos EUA
Numa recente conferência de imprensa em território chinês, Antony Blinken, Secretário de Estado dos EUA, expressou apoio aos protestos que têm ocorrido em universidades americanas em resposta à guerra em Gaza e à aliança dos EUA com Israel. Estas manifestações, segundo Blinken, são um símbolo da democracia americana, apesar de ter criticado a “silêncio” em relação ao grupo militante palestiniano Hamas.
A tensão entre estudantes críticos da guerra e a administração Biden levou a confrontos com a polícia e resultou em cerca de 550 detenções na última semana, conforme contabilizado pela Reuters. Quando questionado sobre se as mensagens dos protestantes estavam sendo consideradas, Blinken reconheceu que o conflito desperta “sentimentos fortes e apaixonados” e reiterou que a administração está empenhada em fazer tudo ao seu alcance para cessar a guerra.
Contudo, Blinken sugeriu que as críticas deveriam ser direcionadas aos militantes do Hamas, responsáveis pelo ataque de 7 de outubro ao sul de Israel, que resultou em cerca de 1.200 mortes e 250 reféns, segundo dados israelitas. A resposta militar de Israel já causou mais de 34.000 mortes palestinianas e mais de 77.000 feridos, de acordo com o ministério da saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.
“É igualmente notável o silêncio sobre o Hamas, como se não fizesse parte da história”, afirmou Blinken. Ele também destacou a importância do modo como Israel procura garantir que um incidente como o de 7 de outubro não se repita, salientando o trabalho diário dos EUA para minimizar danos a inocentes e assegurar assistência e apoio necessários.
Durante o encontro com o Presidente chinês Xi Jinping e outros oficiais em Pequim, Blinken discutiu o papel construtivo que a China pode desempenhar em crises globais, incluindo no Médio Oriente, onde Pequim pode desencorajar o Irão e seus aliados a escalar o conflito. O Secretário de Estado mencionou conversas com o Ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi sobre as tensões entre Israel e Teerão, destacando a importância das relações da China na tentativa de acalmar tensões e evitar a propagação do conflito.




