Detidos em protesto em Limassol libertados; polícia ferido

29-04-2024

    Libertação dos Detidos no Protesto de Limassol

    Na sequência de um protesto em Limassol que resultou em confrontos com a polícia, todos os dez indivíduos detidos no domingo foram libertados na segunda-feira. Os detidos, seis homens e quatro mulheres, compareceram perante o tribunal distrital de Limassol, onde a polícia solicitou que fossem mantidos sob custódia. Contudo, o tribunal não atendeu ao pedido, considerando que tal medida “não seria necessária”, apesar de existir uma “suspeita razoável” de que tenham cometido os delitos dos quais são acusados.

    Um agente da polícia foi ferido durante o protesto, sofrendo lesões na pélvis e no joelho. Após ser assistido no hospital geral de Limassol, o policial foi liberado. As acusações contra os dez incluem conspiração para cometer um delito menor, conduta desordeira, insultos públicos, perturbação da ordem pública, resistência à detenção e agressão a um agente da autoridade.

    O protesto tinha como foco a morte de Anisur Rahman, um cidadão de Bangladesh de 24 anos. Rahman faleceu no dia 10 de abril após a polícia invadir o apartamento onde vivia com mais dez pessoas em busca de imigrantes ilegais. Ao entrar no apartamento, Rahman saltou da varanda do quinto andar, caindo de uma altura de sete metros e meio, o que resultou na sua morte. Os manifestantes acusam a polícia pela morte de Rahman, exigindo respostas sobre o que chamam de “assassinato de Rahman”.

    Anteriormente, a organização não-governamental Kisa apresentou uma queixa relativa à morte de Rahman à autoridade independente que trata das reclamações contra oficiais da polícia. Questionaram a versão dos acontecimentos fornecida pela polícia, que afirmava que dois agentes entraram no apartamento com o consentimento dos seus habitantes. O presidente da Kisa, Doros Polykarpou, declarou possuir testemunhos que alegam que a porta foi arrombada e que cinco ou seis oficiais entraram à força, algemando as pessoas enquanto estas acordavam com o tumulto.

    O porta-voz da polícia, Christos Andreou, comparou anteriormente as regras para uma rusga às de uma verificação censitária quando questionado sobre a necessidade de um mandado para entrar numa propriedade em tais casos. Segundo ele, a polícia não necessita de um mandado para entrar em propriedades residenciais com esse propósito.

    protesto

    Qual foi o motivo do protesto em Limassol?

    O protesto em Limassol foi uma resposta à reforma tributária proposta, que os manifestantes acreditam beneficiar desproporcionalmente as grandes corporações em detrimento das PMEs locais.

    No results found.

    Podem os protestos em Limassol levar a mudanças na lei de entrada policial?

    Send a request and get a free consultation:
    Thanks for the apply!
    We will get back to you within 1 business day
    You can schedule a call time at your convenience now:
    In the meantime, you can get a free consultation
    with our AI-assistant