Política de Regresso dos Migrantes em Chipre Regista Aumento Significativo
Numa recente reunião interministerial sobre asilo e migração, realizada na cidade belga de Ghent, o Ministro do Interior de Chipre, Constantinos Ioannou, destacou o sucesso da política de regresso dos migrantes implementada pelo país. Ioannou partilhou que, em 2023, Chipre registou um aumento de 66% no número de migrantes irregulares devolvidos aos seus países de origem, comparativamente ao ano anterior.
A eficácia desta política foi atribuída à maior cooperação com a agência de segurança de fronteiras da UE, Frontex, à melhor informação prestada aos migrantes sobre o
Os resultados são notáveis, com mais de 1.000 pessoas já tendo retornado aos seus países entre janeiro e abril de 2024, o que representa um aumento de 42% face ao período homólogo do ano anterior. Estes números colocam Chipre como o estado membro da UE com o maior número de regresso dos migrantes por habitante.
O vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, referiu-se a Chipre como o “campeão europeu dos regressos de migrantes” durante uma visita à ilha em março. Schinas elogiou o trabalho sério desenvolvido por Chipre na gestão da imigração, considerando que o país alcançou uma base muito mais estável nesta matéria.
Além do tema do regresso dos migrantes, a reunião abordou também o novo pacto da UE sobre migração e asilo, previsto para estar totalmente implementado em junho de 2026. O pacto inclui medidas para ajudar os países da UE a gerir picos nos fluxos migratórios e a realizar triagens de nacionais de países terceiros na entrada da UE, com verificações de identidade, recolha de dados biométricos, entre outros procedimentos.
O Ministério do Interior de Chipre saudou o pacto como um passo na direção certa, fornecendo aos estados membros as ferramentas necessárias para implementar políticas de gestão migratória mais eficazes e aplicando a solidariedade como princípio fundamental da UE. No entanto, Ioannou expressou a esperança de que o plano fosse além no que diz respeito às realocações obrigatórias de requerentes de asilo entre os estados membros.




