Fragilidade financeira afeta um terço dos cipriotas

09-05-2024

    A Fragilidade Financeira em Chipre

    Um estudo recente do Centro de Pesquisa Económica da Universidade de Chipre (CypERC) revelou que um terço dos cipriotas está em situação de fragilidade financeira, incapazes de cobrir emergências financeiras. Esta descoberta surge numa análise do impacto da literacia financeira na resiliência financeira das pessoas durante a pandemia da Covid-19, abrangendo 840 indivíduos entre os 25 e os 64 anos.

    A fragilidade financeira, conforme definida pelo estudo, identifica indivíduos que não conseguem enfrentar uma necessidade financeira emergencial num determinado mês sem recorrer a empréstimos ou assistência financeira externa. Além disso, cerca de três em cada cinco inquiridos admitiram não possuir poupanças suficientes para sustentar três meses de despesas de vida, caso perdessem a sua principal fonte de rendimento.

    Os jovens, desempregados, famílias com baixos rendimentos e idosos foram identificados como os grupos com menor resiliência financeira. Paralelamente, menos de quatro em dez cipriotas possuem um “bom nível” de conhecimento financeiro, o que afeta negativamente a capacidade de lidar com o impacto financeiro adverso da pandemia.

    O estudo sublinha que, embora pessoas com maior nível de educação e rendimento estejam melhor preparadas para enfrentar os efeitos adversos da pandemia, é a literacia financeira que se revela como chave para uma gestão eficaz da situação. “Mesmo quando alguém tem dinheiro para constituir um fundo de reserva para tempos difíceis, é menos provável que o faça se não compreender os conceitos básicos de poupança, investimento e empréstimo”, apontam os investigadores.

    Destaca-se ainda que aqueles com maior riqueza mas menor conhecimento financeiro “potencialmente não veem o benefício de estabelecer tal fundo ou, mesmo reconhecendo os benefícios da poupança, não sabem como fazê-lo”. A falta de confiança ou erros financeiros anteriores também podem contribuir para este fenómeno.

    Como resposta a estas constatações, o CypERC recomenda que os decisores políticos implementem políticas que melhorem a literacia financeira das pessoas. Estudos indicam que quem recebe educação financeira tem maior probabilidade de começar a poupar e planear o futuro. Neste contexto, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sugere que a educação financeira deve começar desde cedo, “para formar hábitos e atitudes positivas e transferir conhecimentos e competências financeiras corretas antes que sejam necessárias”.

    “Os resultados do nosso estudo demonstram que a juventude de Chipre necessita dessa educação financeira para construir a sua resiliência financeira“, concluem os investigadores.

    literacia financeira

    Como melhorar a literacia financeira dos jovens cipriotas?

    Para melhorar a literacia financeira dos jovens cipriotas, é essencial integrar programas educativos nas escolas, promover workshops interativos e disponibilizar recursos online acessíveis e relevantes.

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    Como pode a literacia financeira ajudar os jovens cipriotas?

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