Mosteiro de Habakkuk leva Igreja de Chipre a tribunal por salários em atraso
Três monges do Mosteiro de Habakkuk intentaram uma ação judicial contra a Igreja de Chipre por falta de pagamento dos seus salários. Acompanhados pela sua advogada, Adrianna Klaedes, os monges apresentaram processos-crime privados no Tribunal Distrital de Nicósia, alegando que, apesar de pedidos repetidos, os representantes da Igreja cessaram o pagamento dos seus vencimentos.
De acordo com Klaedes, os monges enviaram uma carta à Igreja aproximadamente há três semanas, a exigir o pagamento dos salários. No entanto, uma investigação realizada através do Seguro Social revelou que Apesar de ter enviado uma carta a exigir o pagamento, a Igreja não respondeu, o que levou os monges a instaurar um processo-crime privado no Tribunal Distrital de Nicósia.
A situação deixou os monges numa posição financeira precária, visto que não possuem outros meios de sustento após o congelamento dos seus ativos. Consequentemente, estão a procurar reparação através do sistema jurídico para assegurar os seus ganhos legítimos.
Com o registo dos processos-crime privados, antecipa-se que a primeira aparição em tribunal seja agendada pelo gabinete de registro. Este desenvolvimento proporcionará uma oportunidade para que os representantes da Igreja de Chipre respondam às acusações que lhes são imputadas.
Este caso destaca não apenas as questões legais envolventes ao não pagamento de salários, mas também coloca em perspectiva a relação entre instituições religiosas e as obrigações financeiras perante os seus membros. A comunidade aguarda com interesse os próximos capítulos deste processo judicial que envolve figuras tão respeitadas e tradicionais como são os monges do Mosteiro de Habakkuk e a Igreja de Chipre.




