Ministra das Finanças do Canadá Defende Imposto Sobre o Carbono
Em Ottawa, a Ministra das Finanças do Canadá, Chrystia Freeland, reafirmou o compromisso do governo com o imposto sobre o carbono durante uma sessão da
A sessão na Câmara dos Comuns foi interrompida por um breve período de obstrução parlamentar, onde os Conservadores exigiram o testemunho do ex-governador do Banco do Canadá, Mark Carney. Carney, que compareceu a uma comissão do Senado na noite anterior, defendeu a taxação do carbono como uma medida eficaz e desafiou os críticos a apresentarem alternativas viáveis.
O deputado conservador Jasraj Singh Hallan confrontou Freeland sobre o futuro do imposto e questionou se ela seguiria os passos de Justin Trudeau ao quadruplicar a taxa. Freeland destacou as compensações oferecidas aos cidadãos e enfatizou o apoio unânime do gabinete ao Primeiro-Ministro. Ela também criticou a linha de questionamento de Hallan, considerando-a uma especulação política desnecessária.
Freeland argumentou que as políticas de mudança climática são cada vez mais exigidas pelos parceiros comerciais internacionais e que o Canadá não pode se dar ao luxo de não ter uma política climática robusta e crível. Ela ressaltou a importância de manter a competitividade global do Canadá e elogiou o processo internacional que levou à definição de uma taxa mínima de imposto corporativo para evitar a evasão fiscal por parte das empresas.
Questionada pelo deputado do NDP, Don Davies, sobre o aumento dos impostos corporativos, Freeland respondeu com cautela, referindo-se às incertezas da política norte-americana e à necessidade de considerar a competitividade global do Canadá antes de tomar tais decisões.
Este debate surge em um momento em que tanto Freeland quanto Carney são considerados possíveis candidatos à liderança do Partido Liberal no futuro, apesar de Trudeau ter afirmado sua intenção de concorrer nas eleições de 2025.




