O preço do ouro sobe com tensões geopolíticas
Na sequência de um aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, o preço do ouro (XAUUSD) registou uma valorização, aproximando-se dos $2,360 na sessão de negociação asiática de segunda-feira. Este movimento reforça a procura por ativos considerados refúgios seguros, beneficiando os metais preciosos.
Os próximos dias serão marcantes para os investidores, com a divulgação de indicadores económicos chave nos Estados Unidos. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI), o Índice de Preços ao Produtor (PPI) e as Vendas a Retalho estarão sob escrutínio, podendo fornecer pistas sobre as perspectivas económicas e a trajetória da inflação.
Recentemente, vários membros da Reserva Federal dos EUA adotaram um tom mais rigoroso. Raphael Bostic, Presidente da Fed de Atlanta, expressou que não antecipa cortes nas taxas de juro em 2024, tendo em conta a inflação elevada nos primeiros meses do ano. Por sua vez, Neel Kashkari, da Fed de Minneapolis, afirmou estar em um modo de “esperar para ver” em relação à política monetária futura.
Em contrapartida, o sentimento dos consumidores norte-americanos sofreu uma queda acentuada em maio, atingindo o nível mais baixo em seis meses devido à persistente alta inflação. O índice preliminar de Sentimento do Consumidor da Universidade de Michigan caiu para 67.4 em maio, face aos 77.2 finais de abril, ficando aquém do consenso de mercado de 76.0.
A leitura final da inflação CPI dos EUA para abril é esperada para mostrar um arrefecimento para 3.4% ao ano, comparativamente à leitura anterior de 3.5%. Dados acima do esperado podem reduzir as expectativas de cortes nas taxas de juro nos EUA e pressionar o Ouro para baixo.
Por outro lado, as operações militares israelitas em Gaza intensificaram-se. O exército israelita anunciou operações no norte de Gaza e referiu que “operações precisas” estão em curso em Rafah oriental e perto da fronteira com Rafah, bem como no bairro de Zeitoun, no centro de Gaza. Segundo a CNN, o envolvimento militar em Rafah poderá preceder uma invasão em larga escala. Estas tensões podem impulsionar o preço dos metais preciosos, tradicionalmente vistos como ativos seguros.
Com o cenário atual, os investidores mantêm-se vigilantes às dinâmicas globais que influenciam o




