Apelo Internacional para a Observância da Lei e Ajuda Humanitária em Gaza
Um grupo de nações ocidentais, incluindo os países do G7, com exceção dos Estados Unidos, uniu-se em uma frente diplomática para instar Israel a cumprir com as normas do direito internacional na região de Gaza. A carta, revelada pela Reuters na sexta-feira, contou também com o apoio da Austrália, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Países Baixos, Dinamarca, Suécia e Finlândia.
A carta exprimia a oposição a uma operação militar em grande escala em Rafah e apelava ao aumento da ajuda humanitária à população. Este pedido surge no contexto de uma intensificação das forças israelenses na cidade sulista de Gaza, visando erradicar o Hamas, o que poderia resultar em um elevado número de vítimas civis.
O documento de cinco páginas destaca que, ao exercer seu direito à defesa, Israel deve “respeitar integralmente o direito internacional, incluindo o direito humanitário internacional”. A carta faz eco do “ultraje” pelo ataque de 7 de outubro do Hamas a Israel, que desencadeou o atual conflito.
Israel nega estar bloqueando a ajuda humanitária e defende a necessidade de eliminar o Hamas como uma medida de autoproteção. No entanto, as nações ocidentais enfatizaram a necessidade de permitir que a ajuda humanitária chegue à população “através de todos os pontos de cruzamento relevantes, incluindo o de Rafah”. Segundo estimativas da ONU, uma ofensiva militar intensificada poderia afetar cerca de 1,4 milhão de pessoas.
A carta reconhece os progressos feitos por Israel em várias frentes, como o aumento do número de camiões de ajuda entrando na Faixa de Gaza, a reabertura da passagem de Erez no norte de Gaza e a utilização temporária do porto de Ashdod no sul de Israel. Contudo, insta o governo do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu a tomar medidas adicionais, incluindo trabalhar por um “cessar-fogo sustentável”, facilitar mais evacuações e retomar os “serviços de eletricidade, água e telecomunicações”.
Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro, a ofensiva israelense em Gaza resultou em mais de 35.000 palestinos mortos, segundo autoridades locais da saúde. Por outro lado, Israel contabiliza cerca de 1.200 pessoas mortas e 253 sequestradas pelos militantes liderados pelo Hamas.




