Debate Aceso Sobre a Política de Imigração em Chipre
O Ministro do Interior de Chipre, Constantinos Ioannou, desmentiu categoricamente uma suposta proposta do partido de extrema-direita Elam, que teria sugerido a emissão de passaportes a migrantes para que estes deixassem o país. Esta alegação foi prontamente negada pelo Elam, que acusou o espectro político de deturpar suas visões.
Partidos políticos, incluindo Disy e Diko, condenaram na quinta-feira a suposta sugestão do Elam, classificando-a como “perigosa”. Em resposta, Ioannou ecoou este sentimento, descrevendo a ideia como perigosa e irrealista. Segundo o jornal Phileleftheros, o ministro argumentou que tal proposta transformaria Chipre num destino atraente para a imigração.
Ioannou esclareceu que, de acordo com a legislação da UE, indivíduos com direito a asilo recebem um documento de viagem ou “laissez-passer” para proteção suplementar. “Com este documento, os titulares teriam que solicitar e receber um visto no país para onde desejam viajar, válido apenas por três meses”, explicou. Após esse período, devem retornar ao país emissor do documento de viagem, que mantém a obrigação de acolhê-los.
O ministro acrescentou que aqueles que não são aprovados para asilo político não têm direito a este documento de viagem e são deportados. “Apenas cidadãos cipriotas recebem passaportes da República de Chipre. Imagine se déssemos passaportes a todos. Chipre se tornaria um centro de atração para imigrantes obterem passaportes sem qualquer obrigação”, questionou Ioannou.
Em suas declarações, Disy criticou o que chamou de “ideia brilhante” do Elam como ingênua e perigosa, enquanto Diko apoiou a resposta de Ioannou, enfatizando que o foco deveria ser em deportações e acordos de detenção.
Por sua vez, Elam questionou o motivo pelo qual a questão foi levantada subitamente, referindo-se a um comentário aleatório do período das últimas eleições gerais, que não havia sido comentado na época. O partido esclareceu que se tratava de documentos de viagem temporários e não de passaportes, acusando alguns de distorcerem deliberadamente a verdade.
“Quanto ao ministro do interior, pedimos que ele deixe de lado a campanha pré-eleitoral e lide com o grave problema da imigração ilegal”, concluiu o Elam.




