A Polónia Reforça a Segurança da Fronteira Oriental
Em resposta ao que é percebido como uma crescente ameaça por parte da Rússia e da Bielorrússia, a Polónia está a canalizar recursos substanciais para a segurança das suas fronteiras. O Primeiro-Ministro Donald Tusk anunciou no sábado que o país irá investir 10 mil milhões de zlotys (aproximadamente 2,55 mil milhões de dólares) num programa robusto de defesa. A Polónia está a investir 10 mil milhões de zlotys num programa para proteger a sua fronteira oriental devido a uma ameaça da Rússia e da Bielorrússia.
A fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia tornou-se um ponto nevrálgico desde 2021, quando migrantes começaram a afluir para lá, impulsionados por agências de viagens bielorrussas que ofereciam uma nova rota não oficial para a Europa. A União Europeia denunciou esta prática como uma estratégia para criar uma crise migratória. Com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, as tensões intensificaram-se, levando Varsóvia a aumentar os gastos com defesa e a acusar Minsk e Moscovo de tentativas de desestabilização.
O programa de segurança delineado por Tusk é ambicioso.
Embora os detalhes específicos das fortificações não tenham sido revelados, o governo anterior já havia construído uma cerca ao longo da fronteira polaco-bielorrussa com mais de 180 km de comprimento e 5,5 metros de altura, complementada por câmeras e sensores de monitorização.
Além disso, Tusk mencionou que na segunda-feira discutirá com o Banco Europeu de Investimento o financiamento de 500 milhões de zlotys destinados ao componente satelital da Iniciativa European Sky Shield. Este esquema de defesa aérea comum, estabelecido pela Alemanha em 2022, visa reforçar a defesa aérea europeia, comparável ao sistema Iron Dome de Israel.
Com estas medidas, a Polónia procura não só fortalecer as suas fronteiras mas também contribuir para uma postura defensiva mais robusta em toda a Europa face às ameaças percebidas vindas do leste.




