Impacto das Eleições Presidenciais nos EUA na Economia Mundial
À medida que as Eleições presidenciais nos EUA de novembro de 2024 se aproximam, a atenção do mundo volta-se para as implicações que o resultado poderá ter na
No epicentro deste cenário está a estratégia económica do presidente Biden, marcada por um forte intervencionismo governamental. A sua administração tem trabalhado para repatriar indústrias e implementou o Inflation Reduction Act, que oferece subsídios corporativos verdes. Apesar de algumas divergências com a UE, Biden mantém o foco na preservação de relações económicas sólidas com a Europa.
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Contudo, há críticas relativas à sustentabilidade a longo prazo da dívida pública dos EUA e às distorções no comércio mundial causadas pela proteção dos produtos americanos. Além disso, o dólar forte apresenta desafios para os países em desenvolvimento, afetando a atração de capital estrangeiro crucial para o seu desenvolvimento económico.
A vitória do ex-presidente Donald Trump poderia significar um reforço das políticas de proteção à produção doméstica, restrições à imigração e tarifas mais altas sobre produtos importados. Espera-se também uma redução no comércio internacional e uma competição intensificada com a China pelo domínio tecnológico.
As políticas de Trump poderiam levar à retirada de subsídios para a transição verde e à redução da ajuda à defesa a países terceiros, incluindo aliados tradicionais na UE e na NATO. Seus cortes de impostos corporativos manteriam altos défices orçamentais, enquanto tarifas comerciais elevadas poderiam levar a inflação e taxas de juro mais altas.
Embora as abordagens fiscais expansionistas e os subsídios à indústria doméstica sejam criticados, as políticas económicas de Biden são vistas como coerentes. Em contrapartida, o retorno ao poder de Trump é esperado para ter efeitos adversos amplos e imprevisíveis, fortalecendo tendências de desglobalização e riscos geopolíticos. A UE observa com ceticismo, dado que sua segurança depende fortemente da política externa dos EUA. Ambos os candidatos contribuirão para o aumento da dívida pública por diferentes razões, com possíveis consequências negativas a longo prazo.
Andreas Charalambous e Omiros Pissarides, economistas reconhecidos, sublinham que as Eleições presidenciais nos EUA são um evento decisivo para as direções futuras das




