A cessação da entrega de ajida através da passagem de Rafah
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto, Sameh Shoukry, anunciou na segunda-feira que a paragem das entregas de ajuda humanitária através da passagem de Rafah, que liga o Egipto à Faixa de Gaza, está relacionada com a ameaça que a operação militar israelita na área representa para o trabalho humanitário. “Agora existe uma presença militar nos arredores da passagem de Rafah e operações militares que colocam em perigo as caravanas de ajuda e os motoristas dos camiões”, disse Shoukry aos repórteres após um encontro com o seu homólogo grego no Cairo.
De acordo com Shoukry, “os procedimentos resultantes das operações militares israelitas afetam a operação da passagem de Rafah”. Desde o dia 7 de maio, quando Israel intensificou a sua ofensiva militar e assumiu o controlo operacional do posto de passagem do lado de Gaza, a atividade cessou completamente. A ofensiva militar israelita provocou a paragem da atividade no posto de passagem desde 7 de maio, deixando a ajuda internacional retida no lado egípcio da fronteira e suscitando preocupações quanto à possibilidade de perecimento dos alimentos.
Partes da Faixa de Gaza correm o risco de fome após mais de sete meses de guerra. A maior parte da ajuda entregue em Gaza desde o início do conflito entre Israel e o Hamas em outubro tem vindo através do Egipto, entrando em Gaza pela passagem de Rafah ou pela passagem próxima de Kerem Shalom, na fronteira de Israel com o território palestiniano.
Shoukry reiterou os apelos para que Israel abra outras passagens terrestres para a entrega de ajuda. “Existem passagens militares fechadas que deveriam ser utilizadas se houver uma verdadeira preocupação humanitária com o que está a acontecer em Gaza”, afirmou.




