Análise da Recuperação de Custos e a Lei do Emprego
Com a implementação da Lei do Emprego e Reduções Fiscais (Tax Cuts and Jobs Act – TCJA), observou-se uma mudança significativa na forma como as empresas recuperam os custos de seus investimentos. A lei introduziu uma depreciação bónus de 100% para ativos de vida curta, um avanço notável em relação ao regime anterior, permitindo que as empresas deduzissem integralmente o custo de certos investimentos no ano em que foram feitos.
Este incentivo fiscal, conhecido como expensing, é crucial para a economia, pois elimina o viés contra o investimento em capital e promove o crescimento econômico. No entanto, a TCJA limitou o expensing a ativos de vida curta e apenas temporariamente, não melhorando o tratamento fiscal do investimento em estruturas e piorando o tratamento do investimento em pesquisa e desenvolvimento (R&D).
A decisão de tornar o expensing temporário deveu-se a restrições fiscais, com os arquitetos da lei trabalhando dentro de um quadro fiscal específico, onde não podiam aumentar o déficit em mais de $1.5 trilhões ao longo de 10 anos. Além disso, a depreciação bónus tem sido frequentemente uma política temporária, com a percentagem de investimento de vida curta que pode ser deduzida imediatamente flutuando ano após ano.
Quanto ao tratamento fiscal das estruturas, a necessidade de manter os custos fiscais controlados foi uma das razões para não estender o expensing a esses ativos. Atualmente, os contribuintes devem depreciar o custo de uma estrutura residencial ao longo de 27,5 anos e estruturas comerciais ao longo de 39 anos. Isso significa que apenas uma percentagem limitada dos custos de investimento pode ser deduzida em termos reais.
Em relação à amortização dos custos de R&D, esta foi introduzida mais tarde no processo legislativo para reduzir o custo global da lei. A ideia era que essa amortização não entrasse em vigor porque políticas futuras estenderiam a despesa de R&D antes de 2022. No entanto, isso não aconteceu e a amortização para R&D permanece em vigor.
À medida que 2025 se aproxima, os legisladores consideram opções políticas para melhorar a recuperação de custos para todos os investimentos. Uma opção seria a recuperação neutra de custos para estruturas (NCRS), onde as deduções seriam ajustadas pela inflação e pelo valor temporal do dinheiro, resultando em um tratamento fiscal economicamente equivalente ao expensing.
As reduções fiscais e a melhoria na lei do emprego continuam sendo temas importantes nas discussões sobre políticas fiscais. Com o objetivo de simplificar o código tributário e promover um crescimento econômico sustentável, espera-se que os legisladores mantenham a recuperação de custos eficiente no centro das futuras reformas fiscais.




