O Vice-Ministro da Investigação, Nicodemos Damianou, destacou esta semana a importância crucial da tecnologia espacial para garantir o futuro económico da Europa, a sua independência estratégica e o seu papel no cenário global.
O ministro esteve em Bruxelas na quinta-feira, participando de um encontro do Conselho Espacial. Durante uma discussão sobre a iminente direito espacial europeu, que ainda aguarda uma proposta da Comissão Europeia, Damianou sublinhou a necessidade de esta nova legislação proporcionar estabilidade para os empreendimentos comerciais, assegurando certeza e previsibilidade jurídicas.
“A legislação deve respeitar o princípio da proporcionalidade e alinhar-se com o quadro internacionalmente aceito para evitar causar uma divisão global”, afirmou.
Damianou também se referiu à legislação espacial nacional de Chipre, adotada em outubro passado, que inclui disposições para a aprovação, supervisão e registro das atividades espaciais nacionais.
Ele alertou contra a regulamentação excessiva e defendeu uma lei que não só apoie o setor, mas também inclua disposições específicas que beneficiem as pequenas e médias empresas (PME), facilitando a conformidade das empresas espaciais e promovendo uma concorrência saudável.
Além disso, ele instou a Comissão Europeia a acelerar o processo de submissão da proposta.
Reunião Conjunta com a Agência Espacial Europeia
A reunião também envolveu uma sessão conjunta com a Agência Espacial Europeia, focando no fortalecimento da competitividade da Europa no setor espacial. Damianou enfatizou a importância de aumentar os investimentos em empresas espaciais inovadoras e orientadas para o mercado.
Ele destacou ainda os avanços promissores na tecnologia quântica e na inteligência artificial, integrando-os nas tecnologias e serviços espaciais.
“O papel do setor privado é crucial, e é essencial incentivar a participação de startups”, disse Damianou, sublinhando a importância de iniciativas que promovam a adoção de tecnologias espaciais em diferentes indústrias.
Além disso, ele abordou a necessidade de investimentos em ferramentas avançadas que utilizem dados derivados das tecnologias e serviços espaciais.
“Fomentar a cooperação entre o setor espacial e outras indústrias que atualmente não aproveitam o potencial do espaço pode levar a soluções inovadoras que aumentem a eficiência, reduzam custos e impulsionem o crescimento económico geral”, concluiu.




