Andriana Nicolaou, mãe de Thanasis Nicolaou, tem enfrentado uma batalha incansável para descobrir a verdade sobre a morte de seu filho. Após 19 anos de luta, um tribunal finalmente reconheceu que Thanasis foi assassinado, mas a luta ainda não terminou.
Uma Mãe Determinada
Andriana, que já lutou contra o câncer duas vezes, é uma mulher de 75 anos cuja força e determinação são impressionantes. Sua casa em Limassol oferece uma vista para a unidade do exército onde seu filho serviu. Foi nesse local que Thanasis sofreu bullying horrível e testemunhou o uso de drogas, o que provavelmente levou ao seu assassinato. Ele foi encontrado morto sob a ponte Alassa um dia depois de denunciar os eventos.
Em uma entrevista ao
Por 19 anos, as autoridades insistiram que Thanasis havia se suicidado. Andriana nunca aceitou essa versão. “Como ele poderia ter pulado de 30 metros da ponte e seu corpo estar intacto?” questiona ela, apontando para a ausência de perfurações visíveis no corpo de seu filho.
Investigação e Descobertas
O investigador Savvas Matsas revelou publicamente acreditar que três pessoas estavam envolvidas no assassinato de Thanasis. Um segurava suas mãos, outro o espancava e um terceiro o estrangulou. A família suspeita que Thanasis foi forçado a beber cerveja encontrada em latas em seu carro e que os agressores usaram luvas de boxe.
A descoberta de areia na boca de Thanasis sugere que a violência ocorreu na praia antes de seu corpo ser movido para Alassa. Andriana lembra-se das fotos da autópsia que mostravam o sangue encharcando a meia de seu filho, levantando ainda mais suspeitas.
Uma Luta Incessante
Desde a morte de Thanasis, Andriana tem enfrentado uma batalha contra o serviço legal, a polícia, o exército e os tribunais. Ela viu pessoas envolvidas no caso subirem nas fileiras e até mesmo se tornarem parlamentares. A decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (ECHR) foi crucial, levando à exumação dos restos mortais de Thanasis em 2020.
Andriana não desistiu. Ela perseguiu cada funcionário do governo possível e falou com todos os meios de comunicação. Ela foi rotulada como louca por se recusar a aceitar que Thanasis havia cometido suicídio. Mas ela persistiu, aprendendo sobre direito, forense, patologia e criminologia para lutar por justiça.
“Eles mataram meu filho,” repete ela frequentemente. A decisão do tribunal em maio deste ano trouxe alguma luz à escuridão, reconhecendo oficialmente que Thanasis foi assassinado por estrangulamento.
Andriana rejeita os epítetos de ‘corajosa’ e ‘forte’. Para ela, tudo se resume ao dever como mãe. “Eu vejo ele às vezes nos meus sonhos. Ele me guia,” diz ela, determinada a continuar sua luta até o fim.




