As trotinetas devem ser proibidas se não forem tomadas medidas ativas para garantir a sua circulação segura, afirmou na terça-feira o deputado Dipa e presidente da comissão de transportes da Assembleia, Marinos Moushiouttas. A sua declaração surgiu após um relatório mais cedo naquele dia sobre um acidente envolvendo uma trotineta, no qual um rapaz de 13 anos ficou gravemente ferido em Limassol.
De acordo com Moushiouttas, é necessário pressionar as empresas e as autoridades municipais para que assumam a sua parte da responsabilidade, de modo que as trotinetas elétricas sejam utilizadas de forma segura e correta nas estradas da ilha. O deputado mencionou lacunas graves na legislação que regula o uso das trotinetas, que – tal como as bicicletas – não são seguradas e, portanto, não permitem a cobertura de terceiros.
Circulação Segura e Lacunas na Legislação
As trotinetas circulam em áreas inadequadas a velocidades inadequadas, com os seus condutores desprotegidos dos outros veículos com os quais têm de partilhar as estradas, explicou Moushiouttas. O deputado afirmou ainda que proporia uma proibição das trotinetas na ausência de medidas reforçadas, como prioridade a ser discutida no parlamento quando este reabrir a 10 de julho.
“Declarar o seu uso ilegal não é um fim em si mesmo, mas [um meio para garantir] a segurança dos cidadãos, [para a qual] devem ser realizadas verificações e elas devem circular [em zonas apropriadas] de forma mais segura,” acrescentou o deputado.
Referindo-se ao incidente envolvendo o rapaz de 13 anos, Moushiouttas disse que a legislação atual prevê que alguém deve ter 14 anos ou mais para conduzir uma trotineta. Se a trotineta tiver um assento para uma segunda pessoa, essa pessoa deve ter 12 anos ou mais. De acordo com a legislação, o condutor deve usar um capacete protetor e, após o anoitecer, um colete fluorescente para visibilidade.
Com base na legislação, as trotinetas estão autorizadas a circular em ciclovias, em estradas com um limite máximo de 30 km/h, ou onde as autoridades competentes ou os municípios permitam o seu uso.
“Ou os municípios levam a lei a sério para dissuadir tanto os condutores como as empresas de aluguer do uso ilegal ou avancemos com uma proibição completa,” disse Moushiouttas, acrescentando que ainda precisam ser construídas faixas mais adequadas e que as autoridades devem tornar-se mais proativas na detenção e multa dos infratores.
Além da segurança das trotinetes, outras queixas contra as trotinetas surgiram desde que o seu uso ganhou popularidade, incluindo uma situação de áreas de entrega mal geridas pelas empresas operadoras, resultando em trotinetas abandonadas de forma desordenada em passeios e outros espaços públicos.




