Chipre destacou-se no topo da Europa em termos de qualidade das suas águas balneares em 2023, de acordo com uma avaliação publicada na terça-feira pela Agência Europeia do Ambiente (EEA) em parceria com a Comissão Europeia. Um total de 97,6% das águas balneares avaliadas na ilha no ano passado obteve uma classificação de ‘excelente’.
Foram avaliadas um total de 123 águas balneares, todas elas costeiras (praias). No total, foram recolhidas 1.150 amostras dos 123 locais.
Avaliação da Qualidade das Águas Balneares
Segundo a EEA, as águas balneares são classificadas em termos de qualidade com base em dois parâmetros microbiológicos (Escherichia coli e enterococos intestinais) definidos na Diretiva da Água Balnear.
A grande maioria dos locais de águas balneares na Europa cumpriu os padrões de qualidade mais rigorosos da UE para águas balneares ‘excelentes’ em 2023. Isto representa 85% das populares águas balneares da Europa. Até 96% de todas as águas balneares oficialmente identificadas na UE cumpriram os padrões mínimos de qualidade, com apenas 1,5% classificadas como ‘pobres’.
A avaliação destaca onde os nadadores podem encontrar locais seguros para banhos na Europa este verão. Foca-se especificamente na segurança para banhos, através da monitorização de bactérias que podem causar doenças graves nas pessoas, em vez da qualidade geral da água.
Além de Chipre, a maior percentagem de águas balneares excelentes encontra-se na Grécia, Croácia e Áustria. Na Bélgica, Bulgária, Luxemburgo, Malta, Áustria e Roménia, todas as águas balneares oficialmente identificadas cumpriram pelo menos o padrão mínimo de qualidade em 2023.
A avaliação baseia-se na monitorização de 22.081 locais de águas balneares em toda a Europa que foram reportados à EEA para a temporada de 2023. Isto inclui locais em todos os estados-membros da UE, além da Albânia e Suíça.
“Embora a maioria das águas balneares da Europa esteja em excelente condição, a poluição das águas superficiais e subterrâneas continua significativa e pode ser exacerbada pelas mudanças climáticas. Melhorar a resiliência da água para as pessoas e para o ambiente nos próximos anos será fundamental”, afirmou a EEA.




