Chipre e Grécia estão a pressionar a União Europeia para que dê prioridade à sua própria indústria de defesa na prestação de ajuda militar à Ucrânia, segundo fontes diplomáticas e um relatório da Bloomberg.
Apesar de existir um acordo que permite a compra de armas a países terceiros, os dois países defendem que a ajuda deve beneficiar o sector da defesa europeu, não favorecendo países fora do bloco, especialmente aqueles vistos como adversários.
Desafios na Resposta da UE
O relatório, republicado por meios de comunicação russos, destaca um potencial obstáculo na resposta unida da UE à guerra na Ucrânia. Enquanto Chipre e Grécia apoiam a continuação da ajuda, argumentam que as compras devem fortalecer o setor de defesa europeu.
Entretanto, a Hungria permanece como o principal obstáculo para desbloquear um pacote de 500 milhões de euros do Mecanismo Europeu de Paz (EPF) destinado ao apoio militar da Ucrânia. Budapeste também estaria a dificultar a implementação de um fundo separado de 5 mil milhões de euros acordado por outros estados-membros para 2024.
Fundo de Assistência à Ucrânia
O novo Fundo de Assistência à Ucrânia visa fornecer suprimentos críticos como artilharia, munições e sistemas de defesa aérea. A Ministra dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Hadja Lahbib, expressou frustração crescente nas redes sociais, afirmando que “os acordos são feitos para serem respeitados” e que a UE não pode tolerar atrasos na ajuda militar. A Bélgica atualmente detém a presidência da UE, que será transferida para a Hungria em julho.
Discussões estão em andamento para contornar um possível veto húngaro e acelerar o fluxo de fundos para a Ucrânia. Numa recente reunião de embaixadores da UE, a Hungria teria citado preocupações sobre discriminação contra empresas húngaras na Ucrânia como razão para bloquear a liberação dos fundos.
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