A redução dos impostos corporativos e royalties para empresas que extraem minerais necessários para tecnologias mais limpas estimularia o investimento e enriqueceria os cofres públicos, argumentou o maior grupo empresarial de mineração do mundo em um novo relatório. O relatório do International Council on Mining and Metals, divulgado na quarta-feira, afirmou que taxas mais baixas aumentariam a atividade econômica e a receita fiscal a longo prazo em jurisdições de minerais críticos desenvolvidos, como Austrália, Canadá e EUA, bem como na África e América Latina. O grupo empresarial contratou a firma de contabilidade EY para fornecer a análise no estudo.
Impacto Econômico
Uma redução de 5% no imposto geral na Austrália, nos EUA e no Canadá aumentaria significativamente a atividade econômica nessas regiões. O relatório detalha que essa diminuição nas taxas não apenas atrairia mais investimentos estrangeiros, mas também incentivaria as empresas locais a expandirem suas operações. Com mais capital disponível, as empresas de mineração poderiam investir em novas tecnologias e processos que aumentariam a eficiência e reduziriam o impacto ambiental.
Além disso, o estudo sugere que a redução dos impostos corporativos e royalties poderia ter um efeito dominó positivo em outras economias. Países na África e América Latina, ricos em minerais críticos, poderiam ver um aumento similar na atividade econômica se adotassem políticas fiscais semelhantes. Isso resultaria em uma maior geração de empregos e um crescimento sustentável das economias locais.
Benefícios Fiscais a Longo Prazo
Embora a ideia de reduzir impostos possa inicialmente parecer contraintuitiva para aumentar a receita fiscal, o relatório do International Council on Mining and Metals argumenta que os benefícios a longo prazo superariam as perdas imediatas. A análise da EY indica que uma maior atividade econômica resultaria em uma base tributária mais ampla. Com mais empresas operando e gerando lucro, os governos poderiam arrecadar mais impostos ao longo do tempo.
Além disso, o aumento dos investimentos em tecnologias limpas poderia levar a inovações que beneficiariam outros setores da economia. A transição para tecnologias mais limpas é uma prioridade global, e facilitar esse processo através de incentivos fiscais poderia posicionar os países como líderes na revolução verde.
Em resumo, o relatório sugere que uma abordagem estratégica na política fiscal pode criar um ciclo virtuoso de crescimento econômico e inovação tecnológica, beneficiando tanto as empresas quanto os cofres públicos.




