A Dinamarca e a Suécia encerraram os seus inquéritos sobre as explosões
Num desenvolvimento recente que captou a atenção da comunidade internacional, a Procuradoria-Geral da Rússia dirigiu-se a vários países ocidentais, numa comunicação divulgada na quarta-feira. A Rússia apelou a que estas nações respeitem as
A frustração de Moscovo tem sido evidente face à natureza inconclusiva das investigações realizadas por algumas potências estrangeiras relativas às explosões de setembro de 2022 nos gasodutos, projetados para transportar gás russo para a Europa Ocidental. A Dinamarca e a Suécia encerraram os seus inquéritos sobre as explosões, passando as provas para os investigadores alemães.
Segundo a procuradoria russa, as cartas foram enviadas para Chipre, França, Alemanha e Estados Unidos após pedidos de informação por parte de legisladores russos e figuras públicas acerca da investigação. O interesse manifestado visa esclarecer o envolvimento potencial de indivíduos e organizações na organização e financiamento de alguns actos de terrorismo na Rússia, bem como nas explosões do Nord Stream.
A correspondência não mencionou explicitamente o ataque do mês passado a uma sala de concertos em Moscovo, onde mais de 140 pessoas foram mortas. O Kremlin associou este ataque à Ucrânia, ao mesmo tempo que afirmou ter sido executado por islamistas. A Ucrânia nega qualquer envolvimento.
As tensões entre a Rússia e o Ocidente, exacerbadas pelo conflito com a Ucrânia, têm sido acompanhadas por acusações mútuas relativas às explosões dos gasodutos. Ambas as partes negaram envolvimento e ninguém assumiu responsabilidade. O Kremlin descreveu a situação em torno das investigações como “próxima do absurdo”.




