Exercício Militar Russo com Armas Nucleares Táticas
O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou que um exercício militar planeado que envolve a utilização de armas nucleares tácticas no sul da Rússia e na Bielorrússia não é invulgar e faz parte de um treino regular. Este exercício foi anunciado em resposta às ameaças da França, da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, segundo o líder russo.
As preparações para os exercícios já começaram, com a Rússia a afirmar que irá praticar a implantação de armas nucleares tácticas como parte de um exercício militar. “Não há nada de invulgar aqui, este é um trabalho planeado,” reportou a agência de notícias estatal TASS, citando Putin. “É treino.”
O ministério da defesa da Rússia vinculou explicitamente o exercício nuclear a “declarações provocativas e ameaças por parte de certos oficiais ocidentais contra a Federação Russa”. Putin referiu que no ano passado Moscovo transferiu algumas armas nucleares tácticas para a Bielorrússia, marcando a primeira movimentação dessas ogivas fora da Rússia desde a queda da União Soviética em 1991.
Putin sugeriu à Bielorrússia que participasse numa das partes do exercício nuclear anunciado na segunda-feira. “Realizamo-los regularmente,” disse Putin. “Desta vez são realizados em três fases. Na segunda fase, os colegas bielorrussos juntar-se-ão às nossas ações conjuntas.”
As instruções correspondentes foram dadas aos ministérios da defesa e aos estados-maiores dos nossos exércitos. Eles começaram preparações conjuntas,” afirmou Putin, conforme leitura do Kremlin anteriormente citada pela agência de notícias Interfax.
O Presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, falando ao lado de Putin, disse que este era o terceiro exercício de treino deste tipo. “Provavelmente houve dezenas na Rússia, então sincronizamos. E os estados-maiores, como me disse o ministro da defesa russo, já começaram a executar estas instruções,” disse Lukashenko.
Apesar das tensões e da retórica considerada irresponsável por alguns no Ocidente, o Pentágono afirmou na segunda-feira que não observou mudanças na disposição das forças nucleares estratégicas da Rússia.




